No final das contas tudo fará sentido se se inverter o sentido. Quando deixarmos que a calmaria domine os espasmos iniciantes. O domínio da mente apenas será alcançável no limite, quando aos poucos tudo se envolver numa apaziguante dança de mudez e quando todo o mundo decidir não mais julgar. O julgamento só existe de entre os Homens que dele dependem, unicamente para se protegerem de si mesmos. Curioso. Assim, para que deixemos de lado essa necessidade mesquinha, terá o ser humano de o deixar de ser. Nessa hora tudo será sugado de volta ao silêncio da inocência que é o nada. E o fluxo novamente se inverterá exactamente no grau certo. Do nada ao tudo e do tudo ao nada.
Sou uma cientista que recusa dissociar-se das letras. Acredito que a escrita toma a forma das emoções, ainda que nem sempre (na realidade, nunca) represente em pleno o que alma nos faz sentir. Essa, a meu ver, é a sua única mas valiosa desvantagem. Funciona como... Falta-me a palavra. Mas funciona! Para quem não o faz, aqui fica a dica. Este é um sítio profundamente egocêntrico, ficam avisados. A vossa opinião não serve de nada mas, se pertinente, é bem-vinda! Assim como todos.
terça-feira, 23 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Epicuro e o que nos diz
Nunca deixarei de filosofar.
Ainda mais agora.
Agora que conheci Epicuro e o vou digerindo.
Como pôde tal ser padecer da morte se a todos fazia querer que não a temia?
Qual mal, qual terror, qual qualquer sentimento interior, se tinha o que queria?
Não porque desejasse a abundância mas precisamente por não necessitar dela.
Abençoado tempo que havia nesse tempo,
que permitia a todos que o desejassem filosofar
pensar até morrer, quando jovem e quando velho
até a última célula lisar o dom do pensamento.
Ainda mais agora.
Agora que conheci Epicuro e o vou digerindo.
Como pôde tal ser padecer da morte se a todos fazia querer que não a temia?
Qual mal, qual terror, qual qualquer sentimento interior, se tinha o que queria?
Não porque desejasse a abundância mas precisamente por não necessitar dela.
Abençoado tempo que havia nesse tempo,
que permitia a todos que o desejassem filosofar
pensar até morrer, quando jovem e quando velho
até a última célula lisar o dom do pensamento.
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