sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ao mendigo nada lhe é dito. Ele age não de acordo com a sua motivação mas a par das suas necessidades. Que de todo não devem ser ignoradas. De necessidades todos somos feitos. Mas seja feita a distinção: necessidades ou vontades? Ambas são comuns ao ser humano. Ambas se podem interconverter. A diferença reside de que a vontade é descrita pela motivação podendo no limite ser considerada luxúria. A vontade consciente da sua limitação, advinda da motivação, tornar-se-à lúxúria apenas se o caminho for fácil... E é de facto perigoso porque de modo algum um caminho pode ser minuciosamente previsto. Ora para evitar a mendigação há que fazer a distinção. Há que sobretudo reconhecer o que é necessário e evitar confundir vontade com necessidade. Aos desígnios de um caminho saciado, é de bem agradecer. E no limite da saciedade deixar a leveza transformar- se lentamente em vontade.

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