sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Eu não fui capaz de ver
as ténues polarizações do céu
perfeitos sinais de azul
prevenindo-me de sofrer

se hoje é dia e te escrevo
é porque o mar não me viu
deixou-me no triste enredo
e devagar ele partiu...

Entre nós não há palavras
só sórdidos tilintares
para tu te desleixares
basta não me veres a cara.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Settembre

Montes unidos aos mares,
são candeias verdejantes
as aves surgem aos pares
os dias galopam em instantes.

Noite húmida e amena
que tarda mas não falha,
baila quente a água serena,
ausente da cidade que baralha.

A meta é longínqua
e enquanto a cidade dorme
procuro a voz faminta
de ti ouvir só o meu nome.

A vida vai correndo
o sol esconde-se e de novo vai nascendo.