Eu não fui capaz de ver
as ténues polarizações do céu
perfeitos sinais de azul
prevenindo-me de sofrer
se hoje é dia e te escrevo
é porque o mar não me viu
deixou-me no triste enredo
e devagar ele partiu...
Entre nós não há palavras
só sórdidos tilintares
para tu te desleixares
basta não me veres a cara.
Sou uma cientista que recusa dissociar-se das letras. Acredito que a escrita toma a forma das emoções, ainda que nem sempre (na realidade, nunca) represente em pleno o que alma nos faz sentir. Essa, a meu ver, é a sua única mas valiosa desvantagem. Funciona como... Falta-me a palavra. Mas funciona! Para quem não o faz, aqui fica a dica. Este é um sítio profundamente egocêntrico, ficam avisados. A vossa opinião não serve de nada mas, se pertinente, é bem-vinda! Assim como todos.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Settembre
Montes unidos aos mares,
são candeias verdejantes
as aves surgem aos pares
os dias galopam em instantes.
Noite húmida e amena
que tarda mas não falha,
baila quente a água serena,
ausente da cidade que baralha.
A meta é longínqua
e enquanto a cidade dorme
procuro a voz faminta
de ti ouvir só o meu nome.
A vida vai correndo
o sol esconde-se e de novo vai nascendo.
são candeias verdejantes
as aves surgem aos pares
os dias galopam em instantes.
Noite húmida e amena
que tarda mas não falha,
baila quente a água serena,
ausente da cidade que baralha.
A meta é longínqua
e enquanto a cidade dorme
procuro a voz faminta
de ti ouvir só o meu nome.
A vida vai correndo
o sol esconde-se e de novo vai nascendo.
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