quarta-feira, 15 de junho de 2011

About writing boring scientific papers...

Wishful Dissertation abstract

Entropy second principle of thermodynamics has many interpretations according to the context it is mentioned. One of its general consequences states that a living organism only reaches the true thermodynamic equilibrium when it faces death at the same time. Well, all of us agree that this is pretty unffair. Are we all in agreement if I say that human condition desires to live without the grose seeking of human blood in order to continuously survive. There is also a consensus when it is obvious that leastwise, the wonderful thought of not suffering from any attack of an unespected disease, crosses every human mind (?). Although, as many hard tasks, a dream should be accomplished by taking one step at a time. Antioxidants emerge on this context, not to (for now) violate second principle of thermodynamics, but hopefully to help retarding time unfortunate effects. In this work blablabla ....

Real Dissertation Abtract (real and boring...)

The oxygen paradox presents a duality for any aerobic living system, being the main cause of aging. Antioxidants are reductive compounds able to protect living structures from the oxidative damaging, thus preventing life-style related diseases such as cancer and neurodegenerative diseases. Hence a great interest has been devoted to the study this compounds in detail. A particular attention has been given to phenolic compounds (or polyphenols) as they are antioxidants naturally present in food and their family is vast, comprising over than 13 classes. Most experiments, however, have been devoted to the study of flavonoids since this is the class arguably reported as detaining the most nutritional relevance. Among flavonoids, chalcones were the subclass studied in this work because their antioxidant is still verifiable, and also they were found previously in this laboratory to be voltammetrically analyzed. In this work blablablachhhhhh.

And that's how boring scientific write works! ;)

sábado, 25 de dezembro de 2010

Ao abrigo do mundo
Se abraçam famílias partidas
De lágrimas abertas ao fundo
Sem o pensamento sórdido das demais erguidas.

Quando de um repente
Na lareira que escalda o pelo
Os lábios da mãe na pele quente
Beijam as costas de um gelo…

Qual demais felicidade
Que o ruído da tenra idade?
Se o ouço reflexo
Nos humanóides que adoro
Sinto inveja e sem nexo
Os corro e não demoro.

Invejo-os em vão
E termino o serão
Para não pensar em ti.

Gostava que voltasses,
De lá longe, onde estás;
Gostava que chegasses,
E puxasses o tempo atrás.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ao mendigo nada lhe é dito. Ele age não de acordo com a sua motivação mas a par das suas necessidades. Que de todo não devem ser ignoradas. De necessidades todos somos feitos. Mas seja feita a distinção: necessidades ou vontades? Ambas são comuns ao ser humano. Ambas se podem interconverter. A diferença reside de que a vontade é descrita pela motivação podendo no limite ser considerada luxúria. A vontade consciente da sua limitação, advinda da motivação, tornar-se-à lúxúria apenas se o caminho for fácil... E é de facto perigoso porque de modo algum um caminho pode ser minuciosamente previsto. Ora para evitar a mendigação há que fazer a distinção. Há que sobretudo reconhecer o que é necessário e evitar confundir vontade com necessidade. Aos desígnios de um caminho saciado, é de bem agradecer. E no limite da saciedade deixar a leveza transformar- se lentamente em vontade.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

De vermelho se põe
De azul se recompõe.

Que é mago penso eu
Tão depressa se encobre
Quero dele ser só meu
Quando o sinto, se descobre.

sábado, 8 de maio de 2010

cinismografia

Vergam-se as japoneiras cliché
cinicamente tão criticadas,
embelezam os sonhos de todos
ao acordar desvalorizadas.

Que cínicos todos somos
com consciência ou sem ela...
E eu cínica me admito
fingindo paz numa querela.

E todos os que afastam e apontam
sabendo que apontar é tão feio,
choram fome às escondidas,
o pão forte em trigo e centeio.

Por isso finjamos!
Que o sol será sempre quente,
que a lua nos dará sempre luz,
E que Ddeus existindo, é omnipotente.

Acreditemos que a vida é leve!
acreditemos que nunca vamos perder.
Para tal deixemo-nos enquadrar,
no cinismo necessário para viver.

terça-feira, 23 de março de 2010

Paz muda

No final das contas tudo fará sentido se se inverter o sentido. Quando deixarmos que a calmaria domine os espasmos iniciantes. O domínio da mente apenas será alcançável no limite, quando aos poucos tudo se envolver numa apaziguante dança de mudez e quando todo o mundo decidir não mais julgar. O julgamento só existe de entre os Homens que dele dependem, unicamente para se protegerem de si mesmos. Curioso. Assim, para que deixemos de lado essa necessidade mesquinha, terá o ser humano de o deixar de ser. Nessa hora tudo será sugado de volta ao silêncio da inocência que é o nada. E o fluxo novamente se inverterá exactamente no grau certo. Do nada ao tudo e do tudo ao nada.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Epicuro e o que nos diz

Nunca deixarei de filosofar.
Ainda mais agora.
Agora que conheci Epicuro e o vou digerindo.
Como pôde tal ser padecer da morte se a todos fazia querer que não a temia?
Qual mal, qual terror, qual qualquer sentimento interior, se tinha o que queria?
Não porque desejasse a abundância mas precisamente por não necessitar dela.
Abençoado tempo que havia nesse tempo,
que permitia a todos que o desejassem filosofar
pensar até morrer, quando jovem e quando velho
até a última célula lisar o dom do pensamento.